“O Dia da Revelação” visto pelos olhos de uma escritora

Quem vai ao cinema à espera de ver mais um filme de Steven Spielberg sobre extraterrestres pode ser surpreendido.
Quando vi o trailer do filme pela primeira vez senti um impulso e a minha intuição disse-me “tens que ver esta história”. E não estava enganada. A imaginação de Steven Spielberg e o roteiro de David Koepp, levaram-me numa viagem de mais de duas horas em que as mensagens subliminares me prenderam à cadeira desde os primeiros minutos.
Talvez seja o olhar de escritora que está sempre atenta aos pequenos detalhes e às emoções que provocam, que me fez ir além da história e captar mensagens sobre a importância da empatia, do amor e de nos escutarmos uns aos outros.
Na minha perspetiva (e sem revelar muito para que quem ainda não tenha visto possa fazer a sua própria análise), a revelação não é só sobre o que está escondido acerca dos extraterrestres, é também sobre outras verdades escondidas que vão sendo ditas subtilmente e sobre nós como seres humanos e espécie que habita este planeta.
O filme convida os espetadores a estarem atentos ao que a dependência da tecnologia está a causar, ao medo que é incutido pelas constantes notícias nas televisões, à influência que o extremismo das religiões provoca, à influência das sociedades secretas sobre o poder económico e político, e como a sociedade é mantida às escuras sobre o que se passa realmente nos bastidores.
A mensagem é que chegou o momento de perdermos o medo e de sabermos a verdade. É o momento também da sociedade decidir que uso vai dar à tecnologia, pois o filme também diz subtilmente que está nas nossas mãos decidir se a vamos utilizar para o nosso bem ou para a nossa destruição.
Eu considero este filme um ato de amor, em que somos convidados como sociedade num todo e cada um individualmente, a estabelecer novamente o contacto com o nosso lado mais divino, com a natureza e entre humanos.
Esta é uma história que me emocionou, que me fez chorar, me fez rir, mas que essencialmente me fez acreditar que a mudança é possível.
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