O que os meus livros têm em comum e que eu só percebi depois!

Quando comecei a escrever, sabia que queria criar uma história de ficção e que tinha como fonte de inspiração os sonhos que me acordavam frequentemente desde criança.
Os sonhos foram o ponto de partida para imaginar um “Mundo dos Sonhos” e uma personagem que viajava para este mundo através de um portal.
Depois recorri às minhas memórias para me inspirar na criação da personagem principal.
Memórias de mulheres que conheci em viagens e em conversas de café, dos seus olhares que muitas vezes diziam mais do que as palavras.
Algumas trabalhavam desde antes do sol nascer até depois de ele se pôr e quando chegavam a casa cozinhavam, limpavam, criavam filhos, cuidavam de pais, suportavam, resistiam. Quando adoeciam, não havia ninguém para lhes perguntar como estavam ou para cuidar delas.
Eram mulheres que se tinham esquecido de si próprias ou a quem nunca foi permitido lembrar. E eu perguntava-me: Em que momento da sua vida elas deixaram de sonhar? Em que momento desistiram e perderam a força que as fazia acreditar que tudo era possível?
Sem me dar conta, todas as minhas personagens nasceram dessas mulheres.
Nunca escrevi sobre heroínas. Escrevi sempre sobre mulheres comuns que carregam um poder que ainda não descobriram.
Sara, que descobre que tem uma força que nunca lhe disseram que existia. Kyra, que foi capturada por se recusar a obedecer às regras e fugiu para não ser condenada. Júlia, que regressa às origens para encontrar o dom que lhe foi roubado.
Todas são mulheres jovens, mas que se cruzam nas histórias com mulheres mais velhas e experientes que as motivam e incentivam a seguir os seus sonhos.
Talvez porque eu própria tenha sentido na minha juventude a falta de alguém que me ajudasse a acreditar.
Escrevi também o livro 57 Segredos da Minha Melhor Amiga, para que nenhuma mulher precise de esperar para ouvir a voz que sempre teve dentro de si. Seja qual for a sua idade, nunca é tarde!
O fio condutor dos meus livros não é a ficção ou fantasia. Não é o género literário. É isto: mulheres que se esqueceram de quem são e o caminho de volta a si próprias.
Escrevo para as filhas que querem fazer justiça pelas mães. Para as netas que viram as avós desaparecer em silêncio. E para todas as mulheres que ainda estão a tempo de se lembrar quem são, pois, onde há um coração desperto, há sempre um caminho de volta a casa!
Se ainda não conheces as histórias destas mulheres, visita o separador Livros para leres as primeiras páginas e saberes os locais de venda.
