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Crónicas do Povo do Mar – A Benzedeira da Fonte Sagrada

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Crónicas do Povo do Mar – A Benzedeira da Fonte Sagrada

Muito antes de sermos uma nação com fronteiras definidas, aquele que é hoje o território português, foi habitado por vários povos. Portugal era a última paragem dos que vinham para a Europa por terra e também daqueles que vinham por mar, através do mediterrâneo e do mar do norte.

Por aqui passaram os Fenícios e Cartagineses que dominavam as rotas marítimas, os Visigodos e Suevos que forjaram as espadas de ferro invencíveis, os Tartessos que desapareceram envoltos em mistério, os Celtas que inspiraram o culto à natureza, os Mouros que nos deixaram as lendas de encantamento, entre tantos outros.

Fomos porto de abrigo dos que estiveram ancorados de passagem, mas também daqueles que decidiram ficar. O mar moldou a alma daqueles que viviam das rotas marítimas do comércio e fomos ponto de partida para naus e caravelas que atravessaram oceanos na Era dos Descobrimentos. E foi assim que permaneceu um legado histórico e cultural que está no nosso ADN até aos dias de hoje.

Inspirada por este legado, criei as “Crónicas do Povo do Mar”, uma série contos inspirados no misticismo deixado pelos povos que aqui passaram.

A Benzedeira da Fonte Sagrada

O conto, “A Benzedeira da Fonte Sagrada”, é inspirado nas tradições ancestrais dos celtas em que eram utilizadas ervas para curar maleitas. Mais tarde, com a chegada do catolicismo, foram adicionadas preces e rezas à pratica já existente. Apesar de ser uma tradição que se está a perder, ainda se consegue encontrar benzedeiras ou rezadeiras nas zonas rurais de Portugal.

Nesta história, Flora é uma menina com o destino traçado por uma promessa de família, mas uma caminhada até à colina para ver o mar, vai mudar a sua vida. Ela é mordida por uma cobra e é ajudada por uma anciã, que lhe revela o dom das benzedeiras.

Lê o conto aqui e diz-me nos comentários o que achaste desta história.

 

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